Casa popular

Suyantara era como o conjunto de ilhas no sul do Mar Estreito era conhecido. Significa Ilhas Livres, um termo em Harata.
Magenta foi a primeira destas ilhas a ser liberada. Integrada ao território de Fáscia e posteriormente adquirida pelo Barão Tegravas, a ilha opera sob um regime de autonomia em relação a Fáscia. Embora permaneça uma propriedade Harata, sua funcionalidade foi direcionada para servir como um resort de luxo e um centro de exploração de recursos naturais.
Suyantara passou a identificar a ilha sudoeste de Magenta
A dinâmica geográfica de Suyantara é ditada por este fluxo hídrico. Ao encontrar o Mar do Sul, as águas oriundas do Mar Estreito seguem para o leste, desviando correntes e materiais distantes da porção oriental de Suyantara. Em contrapartida, o fluxo do Mar do Sul, ao contornar o arquipélago, deposita sedimentos e concentra suas correntes na porção ocidental. A geomorfologia da porção oeste, caracterizada por uma grande mesa elevada, atua como um divisor climático e geográfico. O relevo retém umidade e favorece a proliferação de uma vegetação exuberante, abastecida por rios abundantes e um lago de água cristalina, mantendo um clima fresco. Consequentemente, essa barreira natural bloqueia a chegada da maior parte desta riqueza oceânica e atmosférica ao setor oriental. 
O resultado é um contraste acentuado entre as duas metades. Enquanto a porção oeste de Suyantara é um território verdejante, o lado leste apresenta-se como uma região árida. Sob um céu constantemente nublado, reminiscentes das condições atmosféricas de Luar, as raras precipitações que atingem a terra seca evaporam quase instantaneamente, encerrando seu ciclo poucos minutos após o início.
Durante o tempo de ocupação, eram as matas e os rios do Oeste que mantinham a maior parte do conselho, e suas riquezas roubadas, longe dos muitos escravos e prisioneiros que viviam na parte Leste da Ilha.
A Sutay chegou vagarosamente pela costa sul da Ilha, onde observavam ao longe já o trabalho ávido de construção com as colossais impressoras de construção 3d no lado Oeste da Ilha. Muito provavelmente ela iria ser feita uma segunda Magenta, e rodeada de canhões de defesa, onde fortunas teriam um lugar para entreter-se entre seus grandes negócios transcontinentais.
Do lado Leste, Jangunaray era mais austera com seu desenvolvimento. Outros transportes vieram junto com Sutay, trazendo os pré-fabricados famosos dos Anoa, que são produzidos com minerais e técnicas de construção possíveis apenas em seu território. Uma vez cultivados, o micélio presente no material de concretagem das placas cria um material isolante acústico e térmico que também é autorregenerativo. Ele seguirá os blocos minerais específicos mantendo a forma, mas crescerá para reparar pequenas rachaduras e intrusões da natureza hostil. Essencial em Jangunaray, é útil em qualquer lugar.
Tão logo que terminaram o processo de atracagem livre, içando Sutay com apoios retráteis para fixar as rampas, e sua carga estava toda em terra, os construtores já haviam montado as primeiras partes do porto que estavam criando. Em questão de dois dias, já teriam um porto como o do Oeste de Jangunaray completamente funcional, com todas as suas funções.
Esses dias foram de trabalho, e enquanto no lado Oeste as impressoras e acadêmicos Urbani ainda estavam desenhando as estruturas, no lado Leste, os Aborada já estavam trabalhando dentro dos prédios já construídos, terminando de instalar os acabamentos e os dispositivos para ligar suas redes e a funcionalidade de seus barcos.
Durante os intervalos, a tripulação da Sutay se dividia. Sajó permanecia trabalhando, comendo e dormindo. Lateral, Karak, Malek, Raila e Barisi indulgenciavam a nostalgia parcial do tempo antigo, e Carcará passava o seu tempo livre conhecendo a Ilha em sua moto.
Era quase inacreditável que há semanas a Armada havia queimado a costa norte da Ilha com Maz Ynis, e executado uma carnificina controlada. A natureza de cada ilha reclamou seu espaço tão logo a Armada retirou-se para a patrulha.
O que restava era a constante presença de cruzadores de cerco Chernaya Bahakuda circulando em intervalos cronometrados pelo horizonte das ilhas. O lembrete do destino de quem decidir não submeter-se às regras do jogo, mesmo que não as regras do Consórcio.
O porto escolhido, no sudeste da ilha, era protegido por uma ilhota à sudeste, criando uma estreita passagem de mar onde os barcos poderiam, protegidos tanto das correntes, quanto surpresas.
Mesmo sendo de Jangunaray, a Fáscia cedeu canhões Maz Ynis no interesse de proteger a ilha toda, garantindo que mesmo o lado leste tivesse garantida a segurança. Também ali ganharam os tripulantes da Sutay um bloco de apartamentos de cinco andares para viver, com amenidades e instalações de comodidade. Qualquer coisa seria uma melhora sobre viver na Sutay, mas aquilo era luxo comprado com as alternativas.
Depois de uma semana de trabalho e organização, a Ilha estava pronta para sua real finalidade. Enquanto o lado Oeste trabalhava seus pontos turísticos, mercados Harata e pequenos cultivos agrários como aquele povo é especialista, o lado Leste tinha uma função bem mais prática. Ela era um polo industrial e minerador, utilizando-se a parceria com a Fáscia para colocar ali uma Academia Anoa nos moldes das Academias da nação Urbani.
Era uma terra ideal para extração e pesquisa de material de construção, metalurgia e compostos bélicos convencionais como propelentes e explosivos.
E era lógico que como sendo patrocinado pelo segundo Barão Harata mais influente de Ealetra, Ravantes, teria uma região onde um outro Média Ponderada estaria, permitindo à todos um lugar para fazer planos, esquemas, e consumir contrabando e artigos de origem duvidosa.
Tegravas, nascido e criado em Angaraya em Pasvara, dono real da Suyantara Oeste, Magenta, e também do Cântaro Dourado, era voltado para o turismo e o lado mais midiático do jogo, tornando todos os seus empreendimentos um espelho disso. Ravantes, nascido e criado na Fáscia em Purvatara, dono real da Suyantara Leste, dono de Luar, principal patrono dos investimentos Harata em Jangunaray, e na Fáscia, era todo negócios e eficiência. Suas estratégias embora diversas, eram complementares, e por muitos aspectos, fechadas em utilidade. Eram os dois Barões com maior volume de negócios em Ealetra, e não precisavam de nada que já não fossem donos entre os dois.
Mas a Baronesa de fato mais rica entre os Harata era Garoana, a dona de Angaraya, uma terra Harata no território de Khadija, no noroeste de Pasvara. Sua fortuna era acompanhada da posse da terra com a maior população Harata assentada em toda a Ealetra, e diversos negócios que encontravam suas sedes em Angaraya.
Uma mulher que já tinha vivido o suficiente para ver Ealetra mudar muito, ela havia visto o que acontece quando fortunas se movem rápido demais para serem contestadas, e sua observação do que aconteceu em Suyantara não lhe agradava muito. Ela havia percebido a movimentação de Tegravas e Ravantes, entendendo a estratégia que envolveu manipular ou aproveitar, provavelmente ambos, da Armada para tomar as Ilhas piratas, e com elas a população Harata que não estava sob a administração de nenhum Barão.
A sociedade Harata dá muito valor ao poder de manter e agradar a população como forma de eleição e poder 'democrático' pelos Barões. Aquele que tem o maior povo em suas terras, e que os mantêm satisfeitos é aquele que pode comandar o 'voto' deles nas decisões dos Harata por toda Ealetra através da Cabeça, que seria o 'Legislativo Harata'. 
Garoana foi sempre a mais poderosa porque em qualquer desacordo, ela sempre era quem tinha a maior população, e Ravantes ou Tegravas a procuravam para apoiar um ou outro quando discordavam entre si, mas raramente podiam discordar dela, já que juntos não comandavam uma população grande o suficiente para votá-la contra. 
Se os novos desenvolvimentos não os fez desafiar a massiva vantagem de comandar Angaraya, ela com certeza se via ameaçada agora pelo fato de Ravantes e Tegravas juntos comandarem mais votos Harata do que ela sozinha.
O que para ela significava apenas uma coisa: Tirayon fosse de Ravantes, Tegravas, ou ambos, era a próxima etapa se qualquer deles quisesse desafiar o poder da Baronesa. 
Harata nunca lutavam entre si. Eram um povo unido, e único. O Harata em qualquer lugar é do mesmo povo que o Harata de qualquer outro lugar. Suas disputas são regadas a bebida, comida, sarcasmo e demonstrações de carisma e poder de persuasão. Mas se Suyantara dividida era prova de alguma coisa, era de que Ravantes e Tegravas estavam trabalhando juntos para evitar disputas entre eles, e provavelmente, rumar para Tirayon e criar novos assentamentos Harata, crescendo seu 'rebanho' por muitas cabeças.
E uma coisa que qualquer Harata em qualquer lugar de Ealetra iria entender era que isso era o mais perto que o povo Harata poderia chegar de uma guerra civil.